Rolf Cruz

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365 dias: Escrevendo para não morrer

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Um escritor que se preze deve escrever 365 dias por ano. Sem parar. Então… Há quem diga isso.

-Para não morrer, Escrevo.

É um desafio e tanto escrever um texto, uma linha, um ensaio, um conto, uma poesia, um mote ou qualquer outra coisa durante ininterruptos 365 dias.

De onde surgiria tanta inspiração para tal feito? Da prática constante. Da não procrastinação em seu dom de escrever.

Criatividade se conquista cada dia que se passa escrevendo. Isso. Escrevendo.

Cada dia que passamos escrevendo é: um ponto, um parágrafo, uma linha, um texto melhor que surge e, quem sabe, um livro publicado.

Tantos obstáculos surgem em nossas mentes que nos fazem não querer escrever e não produzir novos textos. A perfeição nas palavras é um desses obstáculos. Podemos enumerar vários obstáculos: falta de vontade de escrever, preguiça, apatia, uma saída com os amigos, uma viajem, um compromisso com a cama…

Devemos nos compromissar com o ato de escrever se queremos ser melhores escritores.

Na vida de um escritor só pode existir uma palavra: escrevo.

Escrevo para não morrer. Para não me perder no tempo, na escuridão, no esquecimento. Palavras escritas e ditas não voltam atrás. Não se perdem. Ficam para a eternidade. Impressas em livros, blogs, páginas sociais, folhetos, panfletos, num diário ou na mente.

Bora não morrer?

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